Carro usado tem lá suas surpresas

Conheça pequenos reparos que geralmente são necessários depois de se comprar um veículo mais rodado; especialista orienta como identificar problemas

Comprar um carro usado ou seminovo pode ser uma caixinha de surpresas. Por mais que se tome cuidado na hora de compra, nem sempre o futuro dono, ou mesmo o mecânico de confiança, é capaz de perceber pequenos problemas que surgem, quiçá, logo no primeiro mês de uso do veículo.

O que nem todo mundo sabe é que muitos desses defeitos costumam ser simples e baratos de serem resolvidos. Um exemplo prático são os barulhos na suspensão. A causa costuma ser buchas ou batentes desgastados do sistema, que custam em média R$ 100 para trocar.

“Se o motorista começar a perceber trepidação do volante, batida seca ou desgaste irregular dos pneus, a questão pode ser a falta de um simples alinhamento e balanceamento”, orienta Gerson Burin, coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil). Segundo Burin, caso o comprador não consiga um histórico sobre as revisões ou as manutenções prévias do veículo, o ideal é levá-lo direto a uma oficina antes de começar a rodar com ele. “Modelos com mais de 60 mil km, por exemplo, vale checar se é preciso trocar velas e cabos, além de discos e lonas de freios.

Manutenção da suspensão também é recorrente”, destaca o especialista. O principal sintoma da necessidade de trocar as velas, por exemplo, costuma ser a falta de potência do motor em subidas. Neste caso, um kit de velas novas sai em média por R$ 70 para um modelo popular.

“Ao comprar um usado ou seminovo, a pessoa tem que se preparar. Ter na cabeça que a necessidade de manutenção pode pintar a qualquer hora”, finaliza Burin.

Cheiro ruim pode ser apenas filtro sujo

Prática comum nas revisões periódicas feitas pelas concessionárias, a famosa “higienização do ar condicionado” é, sim, um serviço por vezes necessário. De acordo com o Cesvi Brasil, odores fortes no interior do veículo costumam ser provenientes da contaminação do chamado “filtro antipólen”. “Se o veículo que você comprou já tem uma quilometragem avançada, é interessante trocar esse filtro e fazer uma limpeza interna dos dutos do ar. Em 80% dos casos isso resolve a questão do mau cheiro”, garante Burin. Ar que não gela merece uma verificação mais ampla, porque pode ser desde vazamento do gás refrigerador a problemas no compressor.

Fonte: OTempo