Venda de veículos novos cresce 13,5% em junho e sinaliza recuperação

As vendas totais de veículos, em junho, cresceram 5,15%, na comparação com igual mês do ano passado. O resultado traz um certo alívio para o setor, mas, na visão de analistas e de executivos da indústria, ainda é cedo para afirmar que já há uma retomada consistente do mercado, pois o cenário político ainda traz incertezas e o crédito para financiamento segue com restrições. Segundo ele, as vendas diretas (das fábricas para locadoras, frotistas, etc) seguem fortes - no mês passado, representaram 42% dos negócios. Os dois fenômenos não devem se repetir neste segundo semestre, avalia Nishida.

A Fenabrave atualizou as projeções para o ano e estima um potencial crescimento de 4,3% nas vendas de automóveis e comerciais leves em 2017, com uma projeção de comercialização de 2,07 milhões de unidades. Em relação a maio, as vendas nesses segmentos tiveram leve queda de 0,47%. Para o executivo de uma das grandes montadoras, há sinais de melhora no mercado, mas ele prefere tratar os resultados atuais como "uma estabilização". Apenas na comparação entre junho e igual mês do ano passado, o crescimento foi de 9,82%. Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., apesar de o mês de junho ter tido um dia útil a menos que maio (21contra 22)), o crescimento da média diária, em 4,5% para automóveis e comerciais leves, que chegou a 9 mil unidades emplacadas, praticamente, anulou este efeito.

O otimismo, porém, não se reflete nos números esperados para o segmento de veículos pesados como os camiões e autocarros, cuja expectativa de crescimento de 3,15% foi revisada para uma queda de 10,2%. Na quinta-feira, a Anfavea divulgará dados de produção, exportações e empregos no setor. A média diária do mês nas vendas para o consumidor pessoa física, que foi o mais afetado pela crise, cresceu 2,5% em relação ao ritmo de junho do ano passado, para 4,8 mil unidades.

Segundo a Federação das Associações de Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), a maior alta ocorreu entre modelos com até três anos de uso, chamados de seminovos. No mesmo período de 2016, o setor comercializou 983.495 unidades.

Fonte: ComunidadeCultura