Sugestão ao legislativo pede importação de carros usados com mais de 10 anos

Entre as inúmeras sugestões registradas pelo portal Ideia Legislativa do Senado Federal, está a abertura da importação de automóveis usados com mais de 10 Anos, citada pelo jornalista Roberto Nasser, da coluna De carro Por Aí. A proposta já tem 6.096 apoios de um total de 20.000 para ser considerada para ser considerada Sugestão Legislativa e então será debatida pelos Senadores.

O texto diz: “Com a redução do tempo de importação de veículos usados de 30 para 10 anos, os brasileiros poderão ter acesso a veículos automotores diferenciados, permitindo aos cidadãos a liberdade de consumir bens de consumo de um mercado globalizado, gerando oportunidades de renda, empregos e impostos ao país.”

Além disso, a proposta também comenta que países como Chile e Paraguai, permitem a importação de veículos usados. Da mesma forma, o mesmo poderia ser feito no Brasil para “fomentar um novo mercado”, a fim de criar “novas oportunidades para importadores, transportadores, revendedores, prestadores de serviço, empregos e novas fontes de receitas de impostos ao governo brasileiro.”

De acordo com a lei atual, só é permitida a importação de carros usados com mais de 30 anos por estes serem considerados “antigos”. Fora isso, não é permitida a importação de qualquer veículo de segunda mão. Há vários casos de importação de usados como se fossem novos que acabaram nos noticiários policiais, especialmente envolvendo pessoas públicas.

Apesar de muitos carros com mais de 10 anos de uso no exterior, apresentarem tecnologias de segurança, conforto e emissão no “estado da arte” para a época, mas hoje, eles já não atendem mais as legislações de muitos dos países onde eram comercializados, mesmo que essas regras sejam superiores em rigor às aplicações brasileiras. Assim, tais veículos podem acabar oferecendo insegurança aos condutores e não a proteção esperada.

Como colocou Nasser em sua coluna, carros com mais de 10 anos são reprovados atualmente em inspeções de segurança, na grande maioria dos casos. O rigor nas regras de segurança exigiriam mais reforços e sistemas de segurança ativa e passiva ao longo de uma década. Por isso, a atualização resultaria em custos proibitivos e impraticáveis.

O jornalista comenta que em muitos países, os donos dos carros pagam para tira-los de circulação e estes acabam sendo exportados para outros países, onde são revendidos sem a manutenção adequada e por um preço muito baixo. Quem compra, geralmente não possui condições financeiras para sustentar uma manutenção adequada ao veículo. Por conta disso, o risco de acidentes aumenta. Ou seja, a ideia de gerar renda, vagas e tributos não se justificaria. E você, o que acha disso?

Fonte: NoticiasAutomotivas