CE: financiamento de veículos avança 6,9% neste ano

Entre janeiro e julho, foram 82.005 carros e motos vendidos a crédito, de acordo com a empresa B3

As vendas de automóveis no Ceará seguem um caminho oposto ao da crise política e econômica que se instalou no Brasil. O Estado registrou crescimento de 6,9% nos financiamentos de automóveis leves e motocicletas no primeiro semestre, em comparação com janeiro a julho de 2016. Somente os automóveis tiveram crescimento de 13% nas vendas. Ao todo, no primeiro semestre deste ano, foram financiados no Ceará 82.005 veículos.

Entre automóveis leves, motos e pesados, o Ceará somou, em julho, 12.471 veículos vendidos a crédito, o que representa aumento de 6,9% em relação a igual mês do ano passado.

Os dados foram divulgados pela B3, empresa resultante da combinação de atividades da BM&FBOVESPA e a Cetip, e consideram unidades novas e usadas com base no Sistema Nacional de Gravames (SNG).

Dos 8.677 carros leves financiados em julho no Ceará, 2.801 eram novos e 5.876, usados. O Estado já soma 56.343 carros financiados, no acumulado de janeiro a julho deste ano. Ao somar 3.474 motos financiadas em julho, o Ceará ultrapassou o Maranhão e atingiu a liderança no ranking de financiamentos de motocicletas.

Em julho, o Nordeste totalizou 70.808 veículos financiados, aumento de 6,4% em relação a igual período de 2016. Ao somar 18.134 motos vendidas a crédito, a região atingiu a vice-liderança no ranking de financiamentos da categoria em todo o Brasil, atrás do Sudeste.

O total de veículos financiados no País no mês de julho somou 420.809 unidades, entre automóveis leves, motocicletas, pesados e outros, o que significa aumento de 10% em relação a igual período de 2016. Desse total, as vendas a crédito de veículos novos atingiram 148.997 unidades, enquanto os usados chegaram a 271.812.

Confiança
De acordo com o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave-CE), Fernando Ponte, os números observados são fruto da retomada da confiança da economia brasileira.

"Isso é o reflexo, principalmente para seminovos de que o mercado começa a reaquecer, em função da nova política, da credibilidade principalmente. Passamos uma crise, mas de credibilidade. As pessoas não queriam investir no momento de incerteza", apontou.

Conforme Ponte, o mercado local se destacou no cenário nacional com ações realizadas pelos empresários, visando atrair o cliente que estava cauteloso. "A rede de distribuição de veículos está procurando fazer o dever de casa. Fazendo promoções, feirões, repassando os bônus que as fábricas nos dão, para que possamos ter condição de vender mais. Essa é a grande jogada: procurar o público que não vem à loja. Precisamos trazer o cliente, aumentar o fluxo, que é o que faz vender", destacou.

Fonte: DiariodoNordeste