Preço dos Veículos cai em média 3,2% em São Paulo e IPVA fica mais barato!

Confira como a desvalorização dos veículos influencia no valor do IPVA
Os automóveis tiveram uma redução de 3,39%

O veículo do paulistano teve uma desvalorização média de 3,2% este ano. Como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de usados é calculado com base no valor venal dos veículos, isso significa que o imposto ficará mais barato em 2018. Apesar dessa desvalorização, o cenário não é tão desanimador. Em 2016, a redução média dos preços dos veículos foi um pouco maior, representando 4,8%.

Os dados foram coletados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) a pedido da Secretaria da Fazenda de São Paulo. Foram analisados 11.504 modelos de veículos. Os automóveis tiveram uma redução de 3,39%. A maior queda foi no setor de vendas de caminhões usados que recuou 7,15 %. Os ônibus e micro-ônibus tiveram redução de 4,17 %, seguidos dos utilitários com redução de 4,15%. As motocicletas fecharam 1,79 %, abaixo do valor apurado ano passado.
Mercado

De acordo com o coordenador do MBA em Gestão Estratégica da Cadeia Automotiva da FGV, Antônio Jorge Martins, o mercado de carros novos é inversamente proporcional ao mercado de usados. Quando o preço dos veículos zero está alto, os consumidores tendem a procurar automóveis de segunda mão.

Apesar da retomada das vendas de veículos novos<http://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2017/11/venda-de-automoveis-cresce-27-em-outubro-em-comparacao-com-2016.html>, essa recuperação é maior, devido às exportações. O professor explica que a demanda interna ainda não é tão significativa para impactar o setor de usados que continua em crescimento. "O mercado interno de novos já trabalhou com mais de quatro milhões de veículos ao ano, hoje ele está reduzido a cerca de dois milhões"

Com o aumento da demanda por carros usados, a desvalorização desses veículos é menor. No entanto, se houver uma redução das incertezas na economia, as pessoas tendem a assumir riscos maiores, aumentando as vendas de carros novos. "A queda da renda da sociedade foi muito grande e o nível de endividamento estava elevado.  de forma geral a sociedade tende a não assumir compromissos a longo prazo".
Como o IPVA é calculado?

Edison Eugênio Peceguini, assistente fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo, explica que a legislação do estado estabelece que seja feita uma pesquisa do mercado de usados em setembro. Com base nos valores desse mês, é aplicada uma alíquota e assim é calculado o IPVA do ano seguinte.

Cada estado possui sua alíquota. No caso de São Paulo, os proprietários de veículos movidos a gasolina e os bicombustíveis recolhem 4% sobre o valor venal. Veículos que utilizam apenas álcool, eletricidade ou gás, ainda que combinados entre si, têm alíquota de 3%. As picapes cabine dupla pagam 4%. Os utilitários (cabine simples), ônibus, micro-ônibus, motocicletas, motonetas, quadriciclos e similares recolhem 2% sobre o valor venal. Os caminhões pagam 1,5%.

Segundo a Secretaria da Fazenda é previsto uma arrecadação de R$ 15 bilhões com o IPVA em 2018. Desse total, descontadas as destinações constitucionais, o valor é repartido 50% para os municípios de registro dos veículos, que devem corresponder ao local de domicílio ou residência dos respectivos proprietários, e os outros 50% para o Estado.
Calendário

As datas do pagamento do imposto em São Paulo já estão disponíveis<http://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2017/10/editar-guia-do-ipva-2018.html>. Os contribuintes podem pagar o IPVA 2018 em cota única no mês de janeiro, com desconto de 3%, ou parcelar o tributo em três vezes (nos meses de janeiro, fevereiro e março), de acordo com o final da placa do veículo. Também é possível quitar o imposto no mês de fevereiro, sem desconto.

O contribuinte que deixar de recolher o imposto fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso e juros de mora com base na taxa Selic. Passados 60 dias, o percentual da multa fixa-se em 20% do valor do imposto.

Permanecendo a inadimplência do IPVA, o débito será inscrito e, como consequência, a multa passará a 40% do valor do imposto, além da inclusão do nome do proprietário no Cadin Estadual,

Após o prazo para licenciamento, conforme calendário do Detran, a inadimplência do IPVA impedirá de fazê-lo. Como consequência, o veículo poderá vir a ser apreendido, com multa aplicada pela autoridade de trânsito e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/12/05/internas_economia,922005/perda-de-valor-de-veiculos-usados-reduz-base-do-ipva-em-quase-3.shtml
Em Minas, perda de valor de veículos usados reduz base do IPVA em quase 3%
Escala de pagamento do tributo começa em 10 de janeiro de 2018 para carros com placas de finais 1 e 2. Estado quer arrecadar R$ 5,12 bi e mantém desconto para quitação à vista
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Novidade é que as caminhonetes de cabine dupla passaram a ser tributadas à alíquota de 4%, consideradas como carros de passeio (foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press - 5/7/12)

Os donos de veículos usados em Minas Gerais serão beneficiados com redução de 2,98%, em média, da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2018, frente à tabela deste ano.
Os valores e as datas de pagamento foram divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais. O recolhimento do tributo começa em 10 de janeiro, para as placas com finais 1 e 2.
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Segundo a Secretaria da Fazenda, arrecadação está estimada em R$ 5,129 bilhões no ano que vem, cifra que representa aumento de 10,41% ante o ingresso no caixa do estado no ano passado, que foi de R$ 4,645 bilhões.

O valor total para 2018 foi calculado sobre a frota de 9,767 milhões de veículos emplacados até 20 de outubro último, universo que cresceu em 365.472  unidades.

Como nos anos anteriores, quem pagar à vista tem 3% de desconto. A multa para quem se atrasar é de 0,3% até o 30º dia. Depois desse período, o acréscimo será de 20% até que o contribuinte pague o tributo devido.
[https://i.em.com.br/u2lvCR3Kg7iP6lTgcLXHVvnRnKM=/675x/smart/imgsapp.em.com.br/app/noticia_127983242361/2017/12/05/922005/20171205074620798834a.jpg]

Os vencimentos da primeira parcela continuam em janeiro, nos dias 11 (placas com finais 3 e 4), 12 (placas com finais 5 e 6), 15 (placas com finais 7 e 8), e 16 (placas com finais 9 e 0).

O contribuinte pode consultar o valor a pagar no site www.fazenda.mg.gov.br <http://www.fazenda.mg.gov.br/> usando o número do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores).

A consulta também pode ser feita por telefone, no número 155, ou pelo aplicativo IPVA-MG. A Secretaria da Fazenda alerta para o fato de que não envia e-mails com guias de cobrança e para golpes comuns nessa época.

De acordo com o subsecretário da Receita Estadual, João Alberto Vizzotto, a queda na base de cálculo do IPVA se deve à desvalorização natural de grande parte dos veículos registrados em Minas Gerais, que são usados.

“Isso não significa que teremos uma arrecadação menor, porque, para compensar essa desvalorização você tem a entrada de veículos novos ou adquiridos de outro estado que não estavam na base anterior”, avalia.

Nas tabelas usadas para as estimativas do IPVA 2018, a maior redução de valores dos veículos foi de 6,11% para caminhões e caminhões-trator.

Para automóveis e utilitários, houve queda de 3,21% na base de cálculo. Segundo a Secretaria da Fazenda, a frota de veículos cresceu quase 4% no estado, passando de 9,402 milhões para 9,767 milhões de unidades. Vizotto disse que a arrecadação este ano superou a expectativa em razão do programa Regularize, que isentou os inadimplentes que fizessem os pagamentos de multa e juros.

O governo espera que 30% dos donos de veículos paguem o IPVA em parcela única, no mês que vem. Os demais devem optar pelo sistema de quitação em três parcelas. O índice de inadimplência historicamente é de 5%.

O subsecretário evitou falar sobre a possibilidade de o governo do estado usar o dinheiro do IPVA para quitar o 13º salário do funcionalismo. Até então, a informação é que o estado não dispõe de verba suficiente.

“O governo está fazendo tudo para cumprir suas obrigações. O IPVA é um tributo como qualquer outro e vai entrar no caixa do estado. Assim, o governo pode se programar e, se for o caso, comunicar a respeito do pagamento do 13º”, disse Vizotto.

Licenciamento

As alíquotas do tributo variam de 1% sobre os valores de ônibus, micro-ônibus, caminhão, caminhão-trator, veículo de locadora a 4% no caso de automóveis, veículos de uso misto, utilitários, caminhonete cabine dupla e cabine estendida e motorcasa.

A única novidade no IPVA de 2018 é que as caminhonetes de cabine dupla passaram a ser tributadas à alíquota de 4%, e não mais de 3%, por terem sido consideradas pelo governo como carros de passeio.

A média do imposto a ser cobrado sobre automóveis será de R$ 525,13. Já para os veículos emplacados em 2017, esse valor sobe para R$ 955,12.

O veículo mais tributado no estado é uma Ferrari FF ano 2015, cujo dono terá de pagar R$ 117,4 mil. Ainda nessa relação, estão uma Ferrari F2 Berlinetta 2013 (R$ 91 mil) e uma Lamborghini H LP 2014 (R$ 59,5 mil).

O valor da taxa de renovação do licenciamento anual de veículo permaneceu a mesma de 2017, de R$ 92,66, e o vencimento será no dia 2 de abril de 2018. O valor já pode ser pago.

O governo também anunciou a vigência do programa Bom Pagador, cuja lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa para 2019. Com ele, quem estiver em dia com o pagamento do IPVA e de outros tributos estaduais em 2017 e em 2018 passará a ter um desconto de 3% nas cobranças a ser aplicadas em 2019.

O benefício é cumulativo. Ou seja, quem estiver em dia nos dois anos e pagar à vista, em parcela única, o IPVA de 2019 vai ganhar dois descontos de 3%.
http://radioagencianacional.ebc.com.br/geral/audio/2017-12/paulistas-vao-pagar-ipva-mais-barato-em-2018
Paulistas vão pagar IPVA mais barato em 2018

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ficará mais barato no estado de São Paulo, em 2018, segundo a Secretaria Estadual da Fazenda.

A queda média é de 3,2% nos preços de venda praticados no varejo. Os dados foram apurados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que realizou que realizou a pesquiza referente a 11,5 mil diferentes marcas, modelos e versões de veículos.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2017/12/05/internas_economia,645484/80-da-frota-brasileira-de-veiculos-nao-esta-coberta-por-nenhum-seguro.shtml

Cerca de 80% da frota brasileira de veículos circula sem seguro
Para chegar a esse mercado, seguradoras lançam produtos e serviços inéditos no país
A multinacional israelense Ituran colocou na praça um seguro que tem custo mensal a partir de R$ 69,90

São Paulo — Conscientes das dificuldades do consumidor para administrar um orçamento cada vez mais apertado, empresas que atuam na área de seguros criaram produtos com preços menores e reduziram as exigências na concessão de proteção para veículos. É claro que, com o preço reduzido, alguns itens mais sofisticados como carro reserva e cobertura de vidros e acessórios deixaram de ser oferecidos aos clientes. Atualmente, cerca de 80% da frota brasileira circula sem seguro, número que se deve principalmente aos preços altos. “Os seguros mais baratos vieram para ficar. Eles já criaram, inclusive, um nicho específico”, diz Bruno Kelly, professor da Escola Nacional de Seguros e sócio Correcta Corretora.
A multinacional israelense Ituran colocou na praça um seguro contra roubo e furto que tem custo mensal que começa com parcelas a partir de R$ 69,90. Nessa modalidade, a cobertura da perda total só é aplicada se os prejuízos superarem 75% do valor do veículo. Na verdade, o produto começou a ser oferecido ao mercado brasileiro em 2009, quando a crise financeira ainda não passava de uma “marolinha”, e chegou sem fazer alarde.

Com o agravamento da crise e consumidores reduzindo custos e migrando para alternativas mais baratas, outras seguradoras como Porto Seguro também entraram no segmento. Recentemente, a Ituran voltou a inovar e acrescentou perda total por colisão, com um acréscimo de mais R$ 50, e cobertura de terceiros (a partir de mais R$ 60), sendo que o consumidor pode incluir os dois itens ou apenas um deles, fazendo os chamados combos. Esses valores variam para cima conforme o modelo do veículo. Também é preciso acrescentar na conta R$ 299 para instalação de um rastreador, uma exigência da empresa.

Diversas seguradoras, como Mapfre, Libert e QBE, lançaram opções parecidas, e assim um novo mercado surgiu.

Uma das vantagens, além da economia, é que não há análise de perfil do motorista, o que facilita a vida dos mais jovens, com idade entre 18 e 40 anos, ou que moram em bairros com alto índice de criminalidade. “A grande maioria dos seguros tradicionais leva em conta a análise de perfil do usuário do carro, o que encarece muito o valor total para público de perfil ruim. O nosso foi concebido para não ter análise e é focado nesses motoristas”, diz Roberto Posternak, diretor comercial da Ituran.

De acordo com o executivo, esses seguros chegam a custar entre 50% e 60% menos para as pessoas que têm perfil considerado ruim. Enquadram-se nessa categoria jovens, proprietários de carros com mais de três anos de fabricação, pessoas que vivem em áreas com mais ocorrências de roubo e furto e que as usam o carro com frequência. “Esse consumidor, cujo custo do seguro chega a ser exorbitante, passou agora a ter uma opção acessível”, diz Posternak, lembrando que muitos que tem crédito negativado e, dependendo das regras das seguradoras, não conseguem ser atendidos. Com a ampliação das coberturas, o produto passou a atender também quase a totalidade de veículos que circulam no país, como os carros com até 20 anos de uso e cujo valor de tabela da Fipe não ultrapasse R$ 90 mil.

Desde que iniciou a venda do rastreamento com seguro, a Ituran vem crescendo a taxas de 30% ao ano. Hoje, a empresa possui 650 mil veículos em sua base ativa. A empresa recuperou mais de 45 mil veículos nos últimos anos, o correspondente a R$ 2,5 bilhões. “Conseguimos massificar esse mercado e recuperar até 80% dos veículos roubados ou furtados. Isso é bom para nós, para as seguradoras e para os segurados”, afirma o executivo da Ituran.

No ano passado, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) regulamentou um seguro de carro mais barato, conhecido como Auto Popular. Empresas como Azul e Tokio Marine também lançaram proteções que utilizam, em eventuais sinistros, peças usadas ou de reposição que não são originais.