VENDA DE CARROS USADOS SEGUE EM RECUPERAÇÃO E TEM MELHOR MÊS APÓS O INÍCIO DA QUARENTENA

Índices indicam crescimento pela nona semana consecutiva e a tendência é de alta com a reabertura das lojas em São Paulo
Números divulgados pela Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) mostram que 41.631 carros usados/seminovos foram vendidos por dia no Brasil na quarta semana de junho.

O valor representa uma retomada lenta e é 2,78% maior que na semana anterior. É a nona semana com saldo positivo de crescimento nessa quarentena.

Quando a quarentena oficial começou, na última semana de março na maioria do país, apenas 5.014 carros foram vendidos diariamente. Na semana seguinte, a primeira de abril, o índice foi ainda pior e o Brasil vendeu apenas 3.796 veículos por dia.

Daí em diante o aumento foi pequeno e somente a partir da quinta semana de abril que o crescimento semanal foi constante.

A retomada mais expressiva deste mês de junho tem como principal motivo o fato de que várias cidades do país tiveram as operações dos Detrans reativadas.

"Essa movimentação positiva é importante não apenas para nosso setor, mas para toda a economia que esteve paralisada por tanto tempo. Estamos monitorando o índice de confiança do consumidor, além do comportamento da propagação da transmissão do vírus, para avaliarmos passo a passo o que poderá acontecer", afirma o presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos.

Reabertura das lojas em São Paulo deve aquecer o mercado de usados (Foto: Rogério Albuquerque)

A tendência de crescimento deve seguir ainda maior já que a Prefeitura do Município de São Paulo autorizou hoje (29) o protocolo feito pela Fenauto em que foi solicitada a reabertura das Lojas de Veículos Multimarcas na capital.

A autorização prevê que as lojas de veículos seminovos e usados podem retornar suas atividades na capital paulista, desde que sigam as regras dos Protocolos de Saúde, Higiene e Testagem elaboradas pelo Poder Público.

No resultado comparativo entre maio de 2020 e o mesmo mês de 2019 houve queda de 65,2%. No acumulado deste ano constata-se um recuo de 34,4%.

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