Saiba o que verificar na pintura de um usado na hora da compra

O estado de conservação ajuda a indicar o nível de cuidado que o dono anterior teve com o veículo
Segundo a Fenauto, entidade que reúne os lojistas multimarcas, o mercado de carros usados e seminovos tem apresentado crescimento contínuo nas vendas desde o início de julho, devendo retornar aos níveis pré-pandemia na primeira quinzena deste mês.

Dentro desse cenário de mercado aquecido, um dos fatores que devem ser avaliados antes de fechar a compra de um carro com alguns anos de estrada é o estado da pintura , que geralmente reflete o nível de cuidado que o dono anterior teve com o veículo.

"Não necessariamente um carro que passou por um processo de reparação vai durar menos. Se foram usados produtos de qualidade e a lataria for preparada de maneira adequada, é possível atingir resultados próximos ou até melhores que os de fábrica", destacou Ricardo Vettorazzi, gerente técnico da divisão de repintura da fabricante de tintas PPG.

Mas os efeitos do uso de técnicas incorretas e materiais de qualidade inferior - ou de ambos - nos reparos são claramente visíveis. Por esse motivo, é importante fazer a avaliação da pintura em um local com boa iluminação e, se possível, durante o dia, na luz natural.

Mais detalhes sobre pintura
Além das manchas e diferenças na tonalidade na comparação com o restante da carroceria, outros tipos de problemas comuns em carros que passaram por reparos são as diferenças no aspecto e acabamento do verniz e as emendas de retoques.

No caso dos automóveis com pinturas cansadas, nem sempre um polimento será a solução para o problema. "Nos carros com pinturas em dupla camada [base e verniz], um polimento só resolve se ainda houve uma boa camada de verniz. Se estiver com um aspecto fosco ou com a cor desbotada, isso já não é mais possível. Mas é importante pedir a avaliação de um profissional", destacou Vettorazzi.

O gerente da PPG lembrou ainda da necessidade de prestar atenção ainda maior aos carros de cidades litorâneas. "A maresia cria um ambiente com sais marinhos em suspensão nas regiões próximas das praias e esses sais são corrosivos, o que faz com que a pintura sofra desgastes mais graves com as intempéries do dia a dia", completou.