De agosto a setembro, venda de veículos usados cresceu 29,3% no DF

Federação das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores indica que resultado local é quase três vezes maior que o do Brasil
Após o resultado otimista do setor imobiliário, o mercado de veículos seminovos e usados no Distrito Federal também sinaliza recuperação e registrou crescimento de 29,3% nas vendas em setembro no comparativo com o mês anterior. Os dados forram extraídos do boletim divulgado pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).

Enquanto no Brasil a melhora o segmento comemorou uma injeção de 10,5% nas vendas, os números da capital federal registraram um aumento quase três vezes superior. O registro dá um fôlego para os empresários do ramo, que amargaram sucessivas quedas nas vendas entre os meses de abril e agosto.

De acordo com o relatório, dos 20.109 veículos comercializados em setembro no DF, 16.557 foram carros particulares (crescimento de 31,3% sobre agosto); 1.755 comercial leve (crescimento de 16,9% sobre agosto); 1523 motocicletas (crescimento de 24,3%); 152 veículos comercial pesado (crescimento de 6,3% sobre agosto).

Os dados relativos à venda de veículos por dia útil também cresceram frente a agosto, ficando na média de 958 veículos contra 740 no mês anterior.

"Os dados trazem alívio para nosso setor que sofreu bastante diante das incertezas vividas nestes tempos de pandemia. Temos um sinal claro de que estamos vivendo uma forte retomada, a partir da recuperação da confiança do consumidor, o que nos auxiliará a reduzir as perdas anteriores e fechar este ano atípico de maneira mais equilibrada", afirma o presidente da Associação das Empresas Revendedoras de Veículos do DF (Agenciauto), José Rodrigues Neto.

Para Neto, antes do período mais crítico da pandemia, as pessoas haviam escolhido os sistemas de transporte particular por aplicativo pelos benefícios considerados à época. Contudo, com as infecções crescentes pelo novo coronavírus, os brasilienses também voltaram a migrar para o carro particular como forma de proteger a família de um possível contágio.

"O consumidor não está mais querendo compartilhar o transporte e as pessoas passaram a optar por carros particulares. Isso, claro, dentro da confiança do cliente na retomada da economia", acrescenta.

Embora a notícia seja otimista, no comparativo entre as vendas de setembro de 2020 com setembro de 2019 há um registro de queda na ordem de 14,5%. No acumulado do ano, entretanto, as perdas chegam a 32,9%.

"Estamos nos esforçando ao máximo para reduzir essa margem e tentamos fechar o ano com estagnação. Para isso, estamos lançando uma série de ações entre os empresários do setor, entre elas, uma campanha que batizamos de a hora da retomada", destaca Neto, que apontou a abertura de 30 novas lojas do ramo de julho até agora, totalizando 630 no DF.

Na classificação por tempo de uso, os carros mais vendidos em setembro foram os usados jovens, que tem entre 4 e 8 anos de uso. A segunda categoria por tempo foi o de usados maduros, que tem entre 9 e 12 anos. Em terceiro lugar os seminovos, que tem entre 0 e 3 anos. Por último, os mais velhinhos, com mais de 13 anos de uso.

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