Efeitos da Covid-19: comércio de carros usados no DF despenca 25% em 2020

Venda de automóveis, motos, ônibus e caminhões teve os piores índices do Centro-Oeste. E esse desempenho ruim foi o dobro da média nacional

Em 2019, os lojistas multimarcas independentes do Distrito Federal venderam (somando automóveis, comerciais leves, motos, ônibus e caminhões) 259,4 mil unidades. Em 2020, ano marcado pela pandemia da Covid-19, o desempenho caiu 25%, com 194,6 mil revendas, segundo dados da Fenauto, a entidade que representa o setor de lojas multimarcas .

Foi o pior resultado do Centro-Oeste. Goiás, por exemplo, teve recuo de 2,1%. Mato Grosso, de 10,3%. Mato Grosso do Sul manteve-se estável, com 0,6%. O desempenho geral da região foi também de queda: 8,4%.

E algo mais preocupante ainda: as vendas de comerciais pesados somente no DF, como ônibus e caminhões, despencaram 31,1%. Isso demonstra a vitalidade/fragilidade da economia, pois afeta transporte público e empresas de logística, por exemplo.

Mesmo a revenda de motos, essencial para o serviço de delivery neste período de isolamento social, foi pífia, com queda de 28,5%.

No geral, a média de venda por dia útil em 2020 (todos os segmentos) caiu 24,4% em relação ao ano anterior: 769 contra 1.017.

Até o perfil dos modelos revendidos foi afetado: ao longo do tempo, carros com até 3 anos de uso (seminovos) sempre foram os preferidos. Agora, só 20% têm essa característica. Isso significa que 80% dos comercializados estão com 4 a 13 anos de rodagem, sendo mais poluentes e dispendiosos.

Em todo o país, o volume de vendas acumulado do ano ficou negativo em 12,1%. “Fazendo um balanço geral, considerando todas as dificuldades causadas pela pandemia, como o isolamento social, fechamento do comércio e paralisação dos Detrans, ficou provado que nosso setor reagiu rápido”, afirma o presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos.

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