ENTIDADES DO SETOR AUTOMOTIVO CRITICAM AUMENTO DO ICMS EM SP

Aumento na carga tributária pode gerar fechamento de lojas, desemprego e aumento de preços, segundo entidades


Na última quarta-feira (13), as principais entidades do setor automotivo realizaram uma reunião online para criticar o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no estado de São Paulo. 

A reunião contou com representantes da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Sincodiv-SP (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de São Paulo), ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e a ABEIFA (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores). 

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O aumento no ICMS, aprovado pelo governo estadual, eleva a alíquota de 12% para 13,3% em veículos novos em 15 de janeiro e sobe ainda mais em abril, passando para 14,5%. Em relação aos veículos usados, a alíquota passa de 1,8% para 5,53% também a partir deste mês. 

“Todos foram pegos de surpresa pelo Decreto e esperavam mais respeito e consideração para, no mínimo, ter sido estabelecido um diálogo lógico, ético e profissional para gerar soluções para o setor”, disse Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave. 

As críticas ao aumento do ICMS foram unânimes e, segundo as entidades, devem ter impacto direto no setor de veículos novos e usados. Segundo o comunicado enviado pela Fenabrave, o setor automotivo conta com mais de 1.700 concessionárias e 12.500 lojas multimarcas, empregando quase 370 mil pessoas em todo o estado. 

Os dirigentes da entidades acreditam que o aumento do ICMS deve gerar desemprego e elevar o preço de veículos. Segundo Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, o setor pode perder “cerca de 40 mil empregos nos dois primeiros meses depois que esse imposto entrar em vigor. O fato é que temos tentado um contato com o Governo, desde o ano passado, para discutirmos esses impactos, mas até o momento não tivemos nenhum retorno”.

O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, acrescentou que o momento pede união para que seja possível encontrar uma solução que não prejudique não somente o mercado, mas o consumidor. “Vivemos um momento difícil. O segmento de motos foi duramente impactado nos últimos anos, mas tínhamos uma expectativa melhor para este ano. A motocicleta hoje é um instrumento de trabalho e fonte de renda para muitas pessoas que passaram a atuar nos serviços de entrega durante a pandemia. Esse consumidor não pode ser prejudicado”, destacou.

Os presidentes da Fenabrave e da Fenauto se reuniriam com representantes do governo do estado de São Paulo nesta quinta-feira (14) na esperança de reverter a decisão sobre o aumento no ICMS. Durante a reunião online na última quarta, os dirigentes ressaltaram que buscam o diálogo antes de mais nada, mas não descartam entrar na justiça para barrar o aumento das alíquotas.

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