Revendedores de veículos fazem carreata em Campinas contra fim de isenção fiscal e alta em imposto

Protesto que teve início na manhã desta quinta-feira (21) e terminou por volta das 14h passou pelas principais vias da cidade.

Um grupo de revendedores de veículos usados fez uma carreata pelas ruas de Campinas (SP), nesta quinta-feira (21), em protesto contra a decisão do estado que cortou a isenção fiscal da categoria e elevou a a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 1,8% para 5,53% até fim de março. A diferença é de 207% e este é o 2º protesto na cidade em 11 dias. O ato terminou por volta das 14h10, na região do Jardim Garcia.

Em nota, o governo estadual afirmou que a categoria se beneficiou de isenção fiscal de até 98% por quase 30 anos e que tanto a revogação da renúncia quanto a alta na alíquota são necessárias para reduzir as perdas aos cofres públicos causadas pela pandemia. Veja posição no fim da reportagem.

A Associação das Revendas de Veículos Semínovos de Campinas (Arvec), que representa empresários das 20 cidades da Região Metropolitana (RMC), diz que o aumento vai afetar quase 30 mil empregos.

A carreata
O ato começou às 8h na Avenida Jacy Teixeira de Camargo, Jardim do Lago, e provoca lentidão no trânsito em áreas por onde passa. A Emdec, empresa responsável por fiscalizar, acompanhou o ato.

Durante o protesto, os condutores passaram pela Avenida das Amoreiras, onde fizeram buzinaço. Além disso, eles usam um carro de som para criticar a decisão do governo paulista. Veículos do Samu e dos Bombeiros não tiveram dificuldades para cruzar trechos do protesto até esta publicação.

Ao longo do percurso, o grupo passou por vias como Prestes Maia, Francisco Glicério, Barão de Itapura e Andrade Neves. O grupo chegou a fazer uma parada de 20 minutos no balão do Castelo. Às 13h, ele estava nas proximidades da Avenida John Boyd Dunlop.

De acordo com a Emdec, que acompanhou o ato, os revendedores se dispersaram às 14h11, na altura do cruzamento da Av. Transamazônica com a John Boyd Dunlop. Segundo a empresa, durante todo o ato houve registro de lentidão no trânsito, mas sem ocorrência.

"Na maioria dos pontos houve lentidão por aproximação e a Emdec, quando possível, manteve uma faixa livre para o trânsito fluir", informou.

O que diz o estado?
Em nota, o governo diz que a medida é necessária e garantida pela Constituição. Além disso, informa que segue aberto ao diálogo e tem realizado reuniões com os representantes dos diversos setores.

"Os veículos novos e usados por quase três décadas se beneficiaram com renúncias fiscais de até 98%, em relação à alíquota de 18% praticada no Estado", diz trecho da nota.

Com o ajuste fiscal, os carros 0 km, que pagavam 12%, passaram a pagar 13,3% de imposto a partir de 15 de janeiro, e o índice vai a 14,5% a partir de abril. Já os usados, que tinham carga tributária de 1,8%, começaram a pagar 5,5% a partir de 15 de janeiro, e o índice será de 3,9% a partir de abril.

"O objetivo do ajuste fiscal é proporcionar ao Estado recursos para fazer frente às perdas causadas pela pandemia", destaca texto da assessoria.

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