ICMs: Em Jundiaí, carreata e lojas de carros usados fechadas na 2ª

Cerca de 80 revendas de veículos de Jundiaí e região não deverão funcionar nesta segunda-feira(11). Os comerciantes vão protestar contra o aumento de 207% no ICMs sobre a compra e venda de veículos seminovos e usados. Uma carreata será realizada a partir das 10 horas. A organização do protesto é da Arviesp(Associação dos Revendedores de Veículos Seminovos do Interior do Estado), em Jundiaí presidida por Luiz Antônio J. de Oliveira. “Este aumento do ICMs inviabilizará as atividades do setor. O governo do Estado vai levar o segmento à informalidade e fechamento de lojas”, disse ele.

A carreata começará na avenida 14 de Dezembro, nas proximidades da Havan, passando pela avenida Nove de Julho e terminando nas proximidades do Terminal Hortolândia. O movimento conta com o apoio na Fenauto, entidade que representa o setor de lojistas multimarcas de veículos seminovos e usados.

De acordo com Oliveira, a manifestação foi informada à Prefeitura e terá apoio dos agentes de trânsito. “Será uma carreata bem pacífica e organizada”, explicou ele. Em nota, a Fenauto afirmou que “apoia de forma incondicional às entidades afiliadas, seguindo na luta pela sobrevivência da atividades do comércio de veículos em São Paulo”.

Fazendo contas – Para os comerciantes, o aumento que chega a 207% é abusivo. O site Notícias Automotivas faz as contas: “no mercado de carros usados e seminovos, a alíquota é calculada sobre 10% do valor do carro em nota fiscal, sendo assim retirada 18% de ICMS. Mas, agora será de 30,7% do valor da nota fiscal para retirada dos 18% do imposto”.

Como exemplo, de acordo com o site, “um carro vendido por R$ 50 mil hoje, o imposto incide sobre R$ 5 mil, recolhendo a loja R$ 900 (18%). Após 15 de janeiro, com o aumento do percentual do valor na nota fiscal, o mesmo carro de R$ 50 mil, que terá R$ 15.350 como base de cálculo, o lojista recolherá R$ 2.763. Ou seja, uma diferença de R$ 1.863, que evidentemente pode ser repassado ao valor do veículo. Dessa forma, o impacto para algumas lojas com grande volume de vendas será muito maior”.

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