Vendas de carros usados subiram em julho

Na Imprensa

16 Agosto 2023


Segundo relatório da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), em comparação com as vendas de junho, as vendas cresceram 3,7%, alcançando a marca de 1.218.355 veículos comercializados no período. O total acumulado do ano já ultrapassa a marca de 8 milhões de modelos seminovos e usados (8.069.442).

A Fenauto também registrou outras importantes marcas positivas como o crescimento de 2,8% em relação a julho de 2022 e 11,9% a mais no acumulado deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

“Mesmo com os incentivos concedidos pelo Governo Federal, para alavancar a venda de carros zero, quando concorremos com alguns modelos durante um certo tempo, o segmento de seminovos e usados continua apresentando resultados sequenciais positivos nas vendas. Com a chegada do final de ano, período normalmente muito favorável para o comércio em geral, esperamos chegar a algo em torno de 15 milhões de veículos comercializados”, avalia o presidente da Fenauto.

Já estudo da startup Mobiauto verificou o comportamento de preços dos modelos seminovos no país (2021, 2022 e 2023) separados por cores. Inicialmente, os pesquisadores apanharam cotações de centenas de marcas, modelos e versões no período de janeiro a junho de 2022 e, posteriormente, no primeiro semestre deste ano.

A apuração considerou todas as marcas que compõem a base da plataforma, entre fabricantes e importadores, além de veículos foras de série, compondo um total de 103 marcas e milhares de veículos diferentes.

Para cada uma delas, os pesquisadores da área de Estatísticas da Mobiauto selecionaram a variação de preços das cinco cores mais comuns: branco, prata, cinza, preto e vermelho. Outras tonalidades mais raras, como amarelo, verde, azul ou marrom foram reunidas como “outras”, por terem uma amostragem restrita.

Em 2021, a cor mais valorizada foi o vermelho. Agora, em 2023, a campeã foi bem diferente.

Pela análise dos pesquisadores, os proprietários de carros cinza praticamente não viram seus veículos se desvalorizarem nesse período, com variação ligeiramente positiva de 0,37%. Destacando o fato de que a média de depreciação de todo o mercado foi de 7,45%, o preto e as “outras” também ficaram acima desse patamar. O preto, inclusive, havia sido vice-campeão na pesquisa Mobiauto de 2021.

De acordo com o estudo, cinza é mais comum em alguns nichos de mercado, como SUV’s e picapes, o que ajudaria a valorizá-la.

Outro fenômeno que ajuda a explicar essa valorização do cinza surgiu com uma tonalidade que virou febre no Brasil nos últimos anos. Ela surgiu com a Audi (Cinza Quantum) em 2018 e logo foi transferida para o VW Jetta GLI. Mas se massificou mesmo com o VW Nivus, rebatizada como Cinza Moonstone. Fiat, Jeep e outras marcas também incorporaram tonalidades semelhantes e o cinza voltou a bombar no país.

Na outra extremidade, a cor prata também é referência tradicional dos modelos mais baratos, como hatches e sedãs de entrada, o que levaria à depreciação mais acentuada.

Fonte: Monitor Mercantil