Segundo relatório da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), em comparação com as vendas de junho, as vendas cresceram 3,7%, alcançando a marca de 1.218.355 veículos comercializados no período. O total acumulado do ano já ultrapassa a marca de 8 milhões de modelos seminovos e usados (8.069.442).
A Fenauto também registrou outras importantes marcas positivas como o crescimento de 2,8% em relação a julho de 2022 e 11,9% a mais no acumulado deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
“Mesmo com os incentivos concedidos pelo Governo Federal, para alavancar a venda de carros zero, quando concorremos com alguns modelos durante um certo tempo, o segmento de seminovos e usados continua apresentando resultados sequenciais positivos nas vendas. Com a chegada do final de ano, período normalmente muito favorável para o comércio em geral, esperamos chegar a algo em torno de 15 milhões de veículos comercializados”, avalia o presidente da Fenauto.
Já estudo da startup Mobiauto verificou o comportamento de preços dos modelos seminovos no país (2021, 2022 e 2023) separados por cores. Inicialmente, os pesquisadores apanharam cotações de centenas de marcas, modelos e versões no período de janeiro a junho de 2022 e, posteriormente, no primeiro semestre deste ano.
A apuração considerou todas as marcas que compõem a base da plataforma, entre fabricantes e importadores, além de veículos foras de série, compondo um total de 103 marcas e milhares de veículos diferentes.
Para cada uma delas, os pesquisadores da área de Estatísticas da Mobiauto selecionaram a variação de preços das cinco cores mais comuns: branco, prata, cinza, preto e vermelho. Outras tonalidades mais raras, como amarelo, verde, azul ou marrom foram reunidas como “outras”, por terem uma amostragem restrita.
Em 2021, a cor mais valorizada foi o vermelho. Agora, em 2023, a campeã foi bem diferente.
Pela análise dos pesquisadores, os proprietários de carros cinza praticamente não viram seus veículos se desvalorizarem nesse período, com variação ligeiramente positiva de 0,37%. Destacando o fato de que a média de depreciação de todo o mercado foi de 7,45%, o preto e as “outras” também ficaram acima desse patamar. O preto, inclusive, havia sido vice-campeão na pesquisa Mobiauto de 2021.
De acordo com o estudo, cinza é mais comum em alguns nichos de mercado, como SUV’s e picapes, o que ajudaria a valorizá-la.
Outro fenômeno que ajuda a explicar essa valorização do cinza surgiu com uma tonalidade que virou febre no Brasil nos últimos anos. Ela surgiu com a Audi (Cinza Quantum) em 2018 e logo foi transferida para o VW Jetta GLI. Mas se massificou mesmo com o VW Nivus, rebatizada como Cinza Moonstone. Fiat, Jeep e outras marcas também incorporaram tonalidades semelhantes e o cinza voltou a bombar no país.
Na outra extremidade, a cor prata também é referência tradicional dos modelos mais baratos, como hatches e sedãs de entrada, o que levaria à depreciação mais acentuada.
Fonte: Monitor Mercantil
