Informação

Novidades e informação ao mercado

Vendas de veículos usados chega a 4.4 milhões no quadrimestre

Press releases . 02 Maio 2023


Resultado foi 18,8% superior ao mesmo período de 2022

A FENAUTO divulgou seu relatório sobre o resultado das vendas de veículos seminovos e usados no mês de abril. Segundo o estudo, o total de vendas acumuladas neste ano é superior em 18,8% ao mesmo período do ano passado, já tendo alcançado a marca de 4.401.580 unidades.

O relatório mostra, também, que a comparação entre abril deste ano, com abril de 2022, também foi positiva em 10,7%. Foram vendidos, no mês passado, 1.039.256 unidades, destacando-se o GOL, o FIAT Uno e o FIAT Palio como os mais procurados pelos consumidores nesse período.

“Considerando o número de dias úteis em abril (apenas 18 contra 23 dias em março), o que ocasionou uma queda de -20,7% em termos absolutos, ou seja, unidades vendidas, podemos considerar que o resultado foi razoável. Como já antecipamos em nossas análises anteriores, aparentemente entramos num processo de estabilidade que, dependendo do desempenho da economia, pode se manter ao longo do ano”, analisa Enilson Sales, presidente da FENAUTO. “Continuaremos a manter nossa atenção aos índices de confiança dos consumidores”, finaliza.


Vendas de carros usados crescem mais de 30% em março

Press releases . 04 Abril 2023


Relatório da FENAUTO também mostra crescimento em relação a março de 2022

O mercado de veículos seminovos e usados mostrou sua força com as vendas do mês de março superando, em 32,2%, o resultado de fevereiro. A comparação com o mês de março de 2022 também ficou positiva em 20,5%.

Os números fazem parte do relatório emitido pela FENAUTO, mostrando o bom desempenho do segmento que, neste ano, já acumula 3.362.324 de unidades comercializadas.

Segundo a entidade, que representa os lojistas multimarcas de veículos seminovos e usados, o cenário pode continuar positivo já que a paralisação das montadoras nas últimas semanas pode levar os consumidores a optarem por um veículo usado ao invés de um zero quilômetro.

Para o presidente da FENAUTO, Enilson Sales, o “crédito mais restrito e a alta inflação ainda são os gargalos para que o comércio de usados possa crescer. Mas, se os resultados positivos nas vendas continuarem se apresentando sequencialmente, como até agora tem acontecido, temos a expectativa de fechar o ano com resultados semelhantes aos obtidos em 2021, quando alcançamos 15 milhões de unidades comercializadas.”


Por que o carro usado vai desvalorizar em 2023?

Na Imprensa . 07 Março 2023


Preço do seminovo e do usado retraiu até 7% em 2022 e deverá cair em ritmo moderado neste ano

Os últimos três anos foram para lá de incomuns no mercado de carros usados. Quem queria vender seu veículo, acabou fazendo um negócio vantajoso, com um preço supervalorizado. Já os que buscavam comprar um modelo, se assustaram com o valor (bem) mais alto que o esperado – uma inflação que chegou a 30%, dependendo da localidade.
Ao que tudo indica, essa maré alta chegou ao fim, ou pelo menos tende a se acalmar. Se acompanharmos o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2022, o carro usado havia ficado, em média, 17% mais caro. Já entre janeiro de 2023 e janeiro de 2022, a inflação oficial sobre o usado foi bem menor, de apenas 1,07%.

Em algumas capitais avaliadas pelo IPCA, inclusive, o cenário foi de uma leve deflação, que chegou a -5,4%. De acordo com a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o seminovo está entre 6% a 7% mais barato em relação ao que custava no primeiro semestre de 2022.

O que mudou nos últimos três anos?
Entre 2020 e 2021, principalmente, houve uma ruptura na cadeia global de produção de veículos. Ora precisavam parar de produzir por causa de alta nos casos de Covid-19, ora por falta de materiais como aço, borrachas, pneus, plásticos e semicondutores. Sem carros novos nas concessionárias, restava ao consumidor comprar em lojas de seminovos e usados. Como era praticamente a única opção de compra imediata, os carros usados ficaram muito mais caros.

Já no ano passado, a pandemia foi lentamente sendo controlada, assim como as cadeias de logística e de negócios do setor automotivo começaram a se reorganizar em uma nova dinâmica, explicou Enilson Espínola Sales de Souza, presidente da Fenauto.
Além disso, com o preço do usado longe da realidade do consumidor, houve uma queda nas vendas. "Como o próprio seminovo ficou em um preço proibitivo, a velocidade de crescimento começou a diminuir e, por consequência, o preço começou a se ajustar para baixo", comenta Enilson.

Projeção para 2023
Desse modo, a entidade projeta uma pequena deflação de até 3% para o usado nos próximos meses. "O que pode acontecer no primeiro semestre é que a velocidade de queda dos preços não seja mais tão acelerada porque já vemos um aumento nas vendas em janeiro e fevereiro deste ano em relação a 2022. Os preços começaram a se acomodar e o próprio mercado também".
Importante pontuar que esse cenário só deve acontecer caso a economia se mantenha na atual conjuntura. Ou seja, com as taxas de juros, inflação e desemprego razoavelmente controladas. Segundo Enilson, essa estabilidade trará um equilíbrio entre oferta e demanda no segmento de usados e seminovos e fará com que as instituições financeiras possam oferecer linhas de crédito de financiamento mais vantajosas para o consumidor.
Nesta situação, a Fenauto projeta uma alta nas vendas do setor, cujo volume pode chegar a 15 milhões de seminovos e usados comercializados. Isto seria um aumento de 25,2% sobre as quase 12 milhões de unidades vendidas no ano passado.

Fonte: AutoEsporte