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Vendas de carros usados sobem em julho

Na Imprensa . 08 Agosto 2023


O mercado de veículos seminovos e usados deu mais uma demonstração de força e resiliência, apresentando resultados positivos nas vendas durante o mês de julho.

Segundo o relatório divulgado pela FENAUTO, em comparação com as vendas de junho, as vendas cresceram 3,7%, alcançando a marca de 1.218.355 veículos comercializados no período. O total acumulado do ano já ultrapassa a marca de 8 milhões de modelos seminovos e usados (8.069.442).

A FENAUTO também registrou outras importantes marcas positivas como o crescimento de 2,8% em relação a julho de 2022 e 11,9% a mais no acumulado deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Para o presidente da FENAUTO, Enilson Sales, o setor mostrou sua força e resiliência.

“Mesmo com os incentivos concedidos pelo Governo Federal, para alavancar a venda de carros zero Km, quando concorremos com alguns modelos durante um certo tempo, o segmento de seminovos e usados continua apresentando resultados sequenciais positivos nas vendas. Com a chegada do final de ano, período normalmente muito favorável para o comércio em geral, esperamos chegar a algo em torno de 15 milhões de veículos comercializados.”

Fonte: Sincopeças SP


Venda de carros usados sobe mesmo com descontos para 0 km

Na Imprensa . 08 Agosto 2023


As vendas de carros 0 km subiram em julho surfando na onda dos descontos dados pelo governo federal. Quando isso acontece, o normal é que as vendas de veículos usados caiam, mas não foi isso o que aconteceu. Houve uma alta geral de 3,7%, sendo 5,4% de aumento nas vendas de automóveis: Foram 771.772 unidades negociadas no mês contra 732.442 de junho. No mesmo mês do ano passado, foram 736.370 alta de 4,8%.

“Mesmo com os incentivos concedidos pelo Governo Federal, para alavancar a venda de carros zero Km, quando concorremos com alguns modelos durante um certo tempo, o segmento de seminovos e usados continua apresentando resultados sequenciais positivos nas vendas”, comemora Enilson Sales, presidente da Fenauto (Federação dos Revendedores de Veículos Usados).

Entre os comerciais leves, o aumento de junho para julho foi de 1,2%, com 132.076 vendas a 130.507. Se comparado com julho de 2022, quando foram vendidos 135.717 comerciais leves, a queda foi de 2,7%.

Fonte: AutoEsporte - Globo.com


Os carros vão ficar mais baratos com a reforma tributária?

Na Imprensa . 24 Julho 2023


Quem está ansioso para saber se o carro, seja zero ou usado, vai ficar mais barato após a reforma tributária precisa de um pouco mais de paciência.

Apesar das boas expectativas com as mudanças que as novas medidas trarão para a sociedade, ainda é cedo para dizer como elas afetarão o mercado automotivo.

Isso porque existem regras próprias para cada setor que deverão ser definidas mais à frente, depois que o texto principal for aprovado. No segmento de automóveis, por exemplo, as faixas de impostos variam entre 7% e 25% conforme a motorização, portanto é preciso que essas alíquotas sejam definidas para evitar qualquer especulação sobre queda (ou não) dos preços.

O discutido hoje é que essas camadas sejam estabelecidas pelo consumo energético, ou seja, carros que poluem menos, pagam menos. Mas, saindo do campo da especulação, seria necessário esperar ao menos até 2025 para ter alguma definição.

“Tudo vai depender da alíquota de calibração. Ainda não se tem, então trabalhamos com diversos cenários. Em cada um você tem algum segmento que perde e outro que ganha, mas, no geral, não se espera uma redução da carga tributária, mas sim nos gastos administrativos”, afirma Márcio de Lima Leite, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Ou seja, mesmo que seja cedo para discutir valores, o certo é que a reforma tributária vai diminuir a burocracia, e isso é comemorado por fabricantes e economistas. Pelas contas da entidade, 1,2% do faturamento da indústria automotiva é gasto com burocracia tributária, o que giraria em torno de R$ 4 bilhões. “Isso poderia ser revertido em investimento e formação das pessoas”, continua Leite.

Esse também é o ponto de vista principal da professora de MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Carla Beni sobre o que a reforma tributária trará nesse primeiro momento. “A redução do tempo que você vai perder para poder arrecadar impostos é um ganho de produtividade. Um dos pilares [da reforma] é a simplificação. A arrecadação fica mais simples, a cadeia produtiva vai perder menos tempo. Esse é o grande foco”, diz.

A economista antecipa, no entanto, um cenário positivo para o setor. “Existe a reforma ideal e a possível. Estamos vendo uma extremamente positiva, mas também dentro do possível.”

A associação dos fabricantes também vê na reforma uma porta para investimentos externos. “Nós acreditamos, sim, em aumento dos investimentos, em previsibilidade e amadurecimento do país. De uma forma geral, estamos celebrando a aprovação. Isso é um sinal de amadurecimento do Brasil e da sociedade”, diz o presidente da entidade.

Setor de usados espera ser contemplado

Indefinição também é vista pelo segmento de carros usados. Segundo Alcides Wilhelm, assessor jurídico da Federação dos Revendedores de Veículos Usados (Fenauto), ainda não dá para saber o reflexo que a reforma terá no setor.

“Pela forma que está sendo desenhado o CBS, se o setor de veículos usados não estiver contemplado com a possibilidade de ter créditos presumidos, haverá um aumento significativo nos preços”, disse.

Wilhelm defende que o setor seja tratado de forma diferente do mercado de novos. “Como a PEC 45 que passou está posta, vejo que a carga tributária deve ficar mais alta.”

“Seria importante o segmento pressionar os nossos legisladores para que contemplem alguma forma de tributação diferenciada para evitar um aumento de carga tributária. A gente não pode deixar que a reforma trate todos os contribuintes de forma igualitária, sendo que cada segmento econômico tem as suas particularidades”, conclui.