Informação

Novidades e informação ao mercado

Pacote do carro mais barato reduz venda de seminovos

Na Imprensa . 24 Julho 2023


Após uma sequência de resultados positivos, o mercado de veículos usados desacelerou em junho com relação a maio. Enilson Sales, presidente da Fenauto, que representa as revendas que atuam nesse segmento, admite que a queda na venda de seminovos pode ter sido consequência das medidas adotadas pelo governo federal para facilitar a venda de 0 km.

“Vínhamos em um aquecimento constante mês a mês neste ano, até o anúncio das medidas de desoneração dos carros novos. Esse movimento pode ter levado os consumidores a optarem pela compra do zero em detrimento dos seminovos e demais veículos usados”, comentou o executivo ao divulgar o balanço mensal e semestral do setor.

A venda de seminovos, aqueles com até três anos de uso, limitou-se a 216,3 mil unidades em junho, um recuo de 6,2% sobre maio (230,5 mil). O mercado de usados em geral, incluindo veículos leves, pesados e motos, totalizou 1.175.174 unidades no mês passado, contra 1.274.333 no anterior (redução de 7,8%).

Entre outros fatores que contribuíram para o resultado negativo, o presidente da Fenauto também cita as festas juninas no Nordeste, que tradicionalmente desaquecem o comércio na região. Avalia, contudo, que o mercado de usados vai se recuperar já neste mês diante do término da verba destinada ao segmento de novos:

“O mercado deve se ajustar rapidamente aos moldes anteriores a essas medidas, levando o consumidor a procurar opções de seminovos e usados dentro de suas condições de pagamento, como ocorria antes”.

O governo liberou R$ 800 milhões em créditos para que as montadoras oferecessem descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil para os carros 0 km com preço até R$ 120 mil. Ainda há veículos em estoque para aquisição com benefícios, mas não haverá mais oferta de novos produtos por parte dos fabricantes.

Apesar da desaceleração do mercado de usados em junho, no acumulado do ano os dados são positivos. Foram comercializados 6.851.087 veículos do gênero, 13,7% a mais do que no primeiro semestre do ano passado.

Entre os veículos usados mais vendidos em junho, o VW Gol lidera com 61.037 unidades. a sequência vem Fiat Uno (34.700 unidades), e Fiat Palio (33.077). No segmento de comerciais leves a Fiat Strada é líder, com 26.139 transações, seguida da VW Saveiro (18.099) e Chevrolet S10 (12.926).

Fonte: Autoindustria


Descontos para carros zero-km deixam seminovos mais baratos

Na Imprensa . 24 Julho 2023


Em junho, enquanto os carros novos ficaram 2,76% mais baratos com os incentivos do governo, o preço dos veículos usados caiu 0,93%.

A baixa dos zero-km resultou no maior impacto individual para a deflação apurada no mês, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Lucas Gerez, economista do Data OLX Autos, braço de análise da plataforma de vendas online, revela que os resultados da inflação constatam os reflexos no mercado de usados. “Notou-se uma redução nos preços dos seminovos, porém em menor intensidade quando comparados com os veículos zero-quilômetro”, afirma ele.

O presidente da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), Enilson Sales, destaca que o movimento atingiu especificamente os seminovos do mesmo segmento do programa e apenas intensificou a tendência de queda dos preços apurada desde fevereiro pelo IPCA.

"O programa meteórico do governo impactou, durante o período em que vigorou, os carros do mesmo segmento e que competiam com os zero-quilômetro contemplados, aqueles com preço abaixo de R$ 120 mil, que tinham peças e um percentual de nacionalização e eram movidos a etanol", diz Sales.

Alívio no bolso

Ao comparar os anúncios de três dos modelos líderes em desconto, o impacto é mais evidente. Os modelos novos do Renault Kwid, Fiat Argo e Fiat Mobi apresentaram redução de, respectivamente, R$ 8.000 (-13%), R$ 6.900 (-10%) e R$ 4.510 (-7%) com os estímulos fornecidos pelo governo no mês de junho.

De acordo com os números da Data OLX Autos, o preço dos modelos de 2022 do Kwid caiu 2% entre os vendedores profissionais e 3% entre os demais anunciantes. Em ambos os casos, a redução foi de R$ 1.000.

No caso do Argo, a queda foi de 2% em anúncios profissionais (-R$ 1.600) e de 1% (-R$ 730) no grupo que inclui as pessoas físicas. O impacto é semelhante ao apurado no valor do Mobi, que apresentou reduções de 3% (-R$ 1.600) e 2% (-R$ 1.080), respectivamente.

Usados

Sobre os modelos usados, o presidente da Fenauto explica que o segmento tem menor sensibilidade aos preços e, por isso, não refletiu os incentivos do governo. "O mercado de velhinhos, formado por veículos com mais de 13 anos de fabricação, basicamente não foi afetado, tanto em preço quanto em volume de vendas", analisa.

Para Gerez, no entanto, o mercado de seminovos e usados ainda pode sentir a redução de preços, a depender das características dos veículos e de peculiaridades regionais. “Esse segmento pode ficar mais aquecido nos próximos meses, com consumidores considerando comprar veículos mais novos”, prevê o economista do Data OLX Autos.

Fonte: R7


Por que o carro usado vai desvalorizar em 2023?

Na Imprensa . 07 Março 2023


Preço do seminovo e do usado retraiu até 7% em 2022 e deverá cair em ritmo moderado neste ano

Os últimos três anos foram para lá de incomuns no mercado de carros usados. Quem queria vender seu veículo, acabou fazendo um negócio vantajoso, com um preço supervalorizado. Já os que buscavam comprar um modelo, se assustaram com o valor (bem) mais alto que o esperado – uma inflação que chegou a 30%, dependendo da localidade.
Ao que tudo indica, essa maré alta chegou ao fim, ou pelo menos tende a se acalmar. Se acompanharmos o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2022, o carro usado havia ficado, em média, 17% mais caro. Já entre janeiro de 2023 e janeiro de 2022, a inflação oficial sobre o usado foi bem menor, de apenas 1,07%.

Em algumas capitais avaliadas pelo IPCA, inclusive, o cenário foi de uma leve deflação, que chegou a -5,4%. De acordo com a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o seminovo está entre 6% a 7% mais barato em relação ao que custava no primeiro semestre de 2022.

O que mudou nos últimos três anos?
Entre 2020 e 2021, principalmente, houve uma ruptura na cadeia global de produção de veículos. Ora precisavam parar de produzir por causa de alta nos casos de Covid-19, ora por falta de materiais como aço, borrachas, pneus, plásticos e semicondutores. Sem carros novos nas concessionárias, restava ao consumidor comprar em lojas de seminovos e usados. Como era praticamente a única opção de compra imediata, os carros usados ficaram muito mais caros.

Já no ano passado, a pandemia foi lentamente sendo controlada, assim como as cadeias de logística e de negócios do setor automotivo começaram a se reorganizar em uma nova dinâmica, explicou Enilson Espínola Sales de Souza, presidente da Fenauto.
Além disso, com o preço do usado longe da realidade do consumidor, houve uma queda nas vendas. "Como o próprio seminovo ficou em um preço proibitivo, a velocidade de crescimento começou a diminuir e, por consequência, o preço começou a se ajustar para baixo", comenta Enilson.

Projeção para 2023
Desse modo, a entidade projeta uma pequena deflação de até 3% para o usado nos próximos meses. "O que pode acontecer no primeiro semestre é que a velocidade de queda dos preços não seja mais tão acelerada porque já vemos um aumento nas vendas em janeiro e fevereiro deste ano em relação a 2022. Os preços começaram a se acomodar e o próprio mercado também".
Importante pontuar que esse cenário só deve acontecer caso a economia se mantenha na atual conjuntura. Ou seja, com as taxas de juros, inflação e desemprego razoavelmente controladas. Segundo Enilson, essa estabilidade trará um equilíbrio entre oferta e demanda no segmento de usados e seminovos e fará com que as instituições financeiras possam oferecer linhas de crédito de financiamento mais vantajosas para o consumidor.
Nesta situação, a Fenauto projeta uma alta nas vendas do setor, cujo volume pode chegar a 15 milhões de seminovos e usados comercializados. Isto seria um aumento de 25,2% sobre as quase 12 milhões de unidades vendidas no ano passado.

Fonte: AutoEsporte